Estratégia e liberdade para micro e pequenas empresas.
- giraoadm
- há 1 dia
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Sabe aquela sensação de terminar o dia exausta, mas com a nítida impressão de que “está dando voltas e retornando para mesmo lugar”. Isso é o que acontece quando a gente opera sem estratégia.
Empreender, para a mulher brasileira, costuma começar por necessidade ou paixão, mas o que mantém a porta aberta é a capacidade de parar de ser apenas "operadora" e começar a ser "dona".
Planejamento estratégico para pequenos negócios não precisa de termos em inglês. É, basicamente, decidir onde você vai colocar sua energia (que é limitada) para ter o maior retorno (que você precisa). É parar de tentar agradar todo mundo e escolher qual batalha vencer.
Separei três histórias de empreendedoras que não estão na capa da Forbes, mas que deram uma aula de estratégia na prática:
1. Mariana e o "Não" que salvou o Buffet
A Mariana tinha um pequeno buffet de festas infantis em Curitiba. Ela fazia de tudo: de batizado a festa de 15 anos. No papel, o faturamento era alto, mas no fim do mês, ela não via a cor do dinheiro.
A estratégia: Ela sentou e analisou os números (o famoso "olhar para o umbigo do negócio"). Percebeu que as festas de 15 anos davam um trabalho absurdo, exigiam muitos garçons e o lucro era diluído. Já os cafés da manhã corporativos tinham margem alta e duravam apenas 3 horas.
O resultado: Ela tomou a decisão estratégica de parar com festas noturnas. Focou 100% no mercado corporativo B2B. Em um ano, ela reduziu a equipe fixa, diminuiu o desperdício de comida em 40% e aumentou o lucro líquido em 25%, trabalhando apenas em horário comercial.
2. Dona Sheila e a "Comunidade da Marmita"
Dona Sheila vendia marmitas em uma garagem no subúrbio do Rio. A concorrência era enorme e os preços estavam sendo esmagados pelos aplicativos de entrega.
A Estratégia: Ela planejou uma saída lateral. Em vez de brigar por preço no iFood, ela criou um sistema de assinatura semanal recorrente. Ela focou em um público específico: lojistas da região que não podiam sair para almoçar.
O Resultado: Com essa previsibilidade de caixa, ela passou a comprar insumos direto do Ceasa com dinheiro na mão, conseguindo descontos de até 30% com fornecedores. Ela saiu de uma operação instável para uma base de 120 clientes fixos, garantindo um faturamento previsível de R$ 15 mil por mês sem depender de algoritmos.
3. Fernanda e o nicho do "Conserto de Luxo"
A Fernanda tinha uma pequena sapataria de bairro que estava morrendo. As pessoas preferiam comprar sapatos novos e baratos a consertar os velhos.
A Estratégia: Ela percebeu que havia um mercado de luxo crescendo, mas ninguém sabia cuidar de bolsas de marca e sapatos de couro legítimo. Ela investiu em um curso de restauração de couro e mudou o posicionamento: de "Sapataria da Fê" para um "Ateliê de Restauração".
O Resultado: O ticket médio dela saltou de R$ 30 para R$ 250 por serviço. Ela parou de brigar com o sapateiro da esquina e passou a ser parceira de lojas de grife que indicavam o trabalho dela. Hoje, ela tem uma fila de espera de 15 dias e o faturamento triplicou com o mesmo número de funcionários.
O que a Mariana, a Sheila e a Fernanda fizeram não foi mágica. Elas apenas pararam de "fazer por fazer" e aplicaram os três pilares do planejamento real:
Análise de Dados
Diferenciação
Foco
Se você sente que seu negócio está estagnado, talvez o problema não seja falta de trabalho, mas excesso dele no lugar errado.
José Girão Júnior
Fundador e Diretor Girão Consultoria.
(85) 9 9190 1801
@giraoconsultoria_oficial
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