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SUA EMPRESA REFLETE QUEM VOCÊ É! CULTURA ORGANIZACIONAL MPE

  • giraoadm
  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

Quando trago esse tema para minhas palestras e aulas, muitos de forma equivocada acreditam ser um assunto exclusivamente das grandes empresas. A Cultura organizacional é considerada um conjunto de normas e ações comportamentais, com base nos exemplos e na forma de como alguns assuntos são tratados dentro de sua empresa.


A cultura de acordo com os ensinamentos de Peter Drucker, pode ser uma propulsora ou uma âncora do crescimento da sua empresa.



Processo de formação


Podemos considerar duas formas. A primeira é a invisível, sendo identificados como os valores que são compartilhados via comunicação informal. Nesta etapa de construção temos que observar se existe coerência naquilo que falamos e executamos.


A outra forma é a visível. Encontramos nos comportamentos do dia a dia, através de suas atitudes, que são vistas e replicadas por todos. Um exemplo simples de entender é “Aqui todos chegam atrasados e utilizam aquele tempinho de tolerância para começar as reuniões”, e isso se torna uma regra a ser seguida. Na maioria das vezes, copiada por todos do próprio dono(a) da empresa.



Natureza de transferência


Para as micros empresas a cultura vem da cabeça do dono(a), e suas consequências costumam ser intensas e rápidas. É aqui que muitos líderes acabam transferindo seus sentimentos e crenças para a organização. Podemos dar como exemplos 5 aspectos principais dessa transferência:



1 – Tomada de decisão – Centralizador ou delegador

Você decide tudo e os funcionários perdem a iniciativa e criam uma cultura de "esperar ordens". Se confia, a equipe se torna autônoma, ágil e motivada!


2 – Ética

A forma como você trata seus clientes, as vezes, priorizando o lucro rápido ao invés do investimento no seu relacionamento, fará com que o seu funcionário desenvolva com seus clientes e até com a própria empresa.


3 – Tolerância ao erro

O comportamento do líder em não aceitar o erro irá desenvolver uma cultura do medo. Aqui é a castração da inovação e de não fazer que seus funcionários possam assumir riscos. Desta forma a empresa não acompanhará a evolução do mercado e ficará estagnada.


4 – Ritmo de trabalho

Se o dono é workaholic que manda mensagens às 22h ou se respeita os horários de seus funcionários, as consequências serão graves. O primeiro é o sentimento de excessiva exploração e a falta de respeito com o tempo de descanso em família da sua equipe. É preciso criarmos regras e profissionalizar a nossa relação com nossos funcionários. Esse tipo de comportamento do dono(a) pode acarretar prejuízos financeiros grandiosos quando o colaborador processa e empresa tendo o WhatsApp como prova das comunicações fora do horário.


5 – A linguagem e a informalidade

O vocabulário usado, o nível de vestimenta e a forma de cumprimentar. Precisamos criar uma conduta de respeito em todos os processos de comunicação interna, seja feito através de palavras ou por escrito. Tratar bem as pessoas não significa desenvolver uma intimidade que você não possui e com certeza muitos irão confundir e questionar sua autoridade.



Retomando o controle


Outro aspecto que precisamos registrar é a necessidade de desenvolver uma cultura estratégica. Em geral nas micros e pequenas empresas pecamos por confundir nossas relações pessoais com as profissionais. É aqui que iremos entender a diferença da Cultura natural e a estrutural. Vamos alinhar alguns pontos necessários:


A primeira é quando os donos e/ou lideranças deixam “correr solto” o desenvolvimento de uma cultura, que em sua maioria é reflexo de suas crenças que são transmitidas para seu negócio. É preciso tomar as rédeas dessa construção, iniciando a sua base em seus balizadores estratégicos (Missão, visão e valores).


O segundo ponto é a formalização da construção do manual de conduta. Devemos trabalhar todos os aspectos comportamentais com a empresa, clientes e fornecedores. As regras precisam estar CLARAS.


O terceiro ponto é que se existe regras é para serem cumpridas. Pior que não ter uma linha de direcionamento ético/comportamental é ter e não se fazer cumprir. Desta forma perderemos autoridade e o controle moral de nossas empresas.



José Girão Júnior

Fundador e Diretor Girão Consultoria.


@giraoconsultoria_oficial


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